quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Geólogos começam a acertar previsão de terremotos

Em um futuro próximo, moradores de regiões geologicamente mais ativas poderão assistir às previsões de terremotos pela TV, como ocorre hoje com as previsões do tempo.

Previsão de terremotos
Se medir as variações do tempo é difícil, com ventos, nuvens, temperatura e tudo o mais facilmente mensurável, muito mais difícil é prever o que vai acontecer nas camadas internas da Terra, onde o homem não tem acesso.
Mas os geólogos não têm descansado, e agora estão colhendo os primeiros resultados.
Observando uma área de alto risco, as previsões de que um terremoto irá acontecer em um determinado período já são 10 vezes mais precisas do que uma previsão aleatória.
A conclusão é resultado de um desafio lançado pelo Centro de Terremotos do Sul da Califórnia em 2005.

Vai tremer ou não vai?
Para participar, os cientistas deviam prever a probabilidade da ocorrência de um terremoto, de magnitude 4,95 ou maior, entre 1º de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2010.
A área do estado da Califórnia foi dividida em 8.000 quadrados, ou células, e os cientistas deviam apontar em quais células os terremotos ocorreriam e quando.
Durante esse período, terremotos atingiram 22 das 8.000 células, com o maior deles alcançado 7,2 de magnitude, em Abril de 2010.
Nesta semana, os organizadores publicaram um artigo científico comparando os resultados e dando seu veredito.

Probabilidade de terremotos
As previsões de todos os 7 grupos participantes apresentaram alguma utilidade.
A previsão mais precisa foi a apresentada pela equipe da Universidade da Califórnia em Davis, que acertou 17 das 22 áreas efetivamente atingidas e apontou o maior risco em 8 delas.
Os cientistas esperam agora que o trabalho inicie uma discussão mais ampla entre os geólogos que permita a construção, primeiro, de parâmetros para julgar quando uma previsão é melhor do que a outra e, segundo, de índices de probabilidade de terremotos que possam finalmente ser anunciados à população.

Bibliografia:
Results of the Regional Earthquake Likelihood Models (RELM) test of earthquake forecasts in California
Ya-Ting Lee, Donald L. Turcotte, James R. Holliday, Michael K. Sachs, John B. Rundle, Chien-Chih Chen, Kristy F. Tiampo
Proceedings of the National Academy of Sciences
October 4, 2011
Vol.: 108 no. 40 16533-16538
DOI: 10.1073/pnas.1113481108

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O PET-Geologia agradece a participação voluntária de todos os docentes e discentes do curso de Geologia na Feira de Cursos e Profissões, entre dos dias 16-18/09/2011.
Um agradecimento especial ao Núcleo Paraná da Sociedade Brasileira de Geologia pelo patrocínio financeiro para impressão do material de divulgação da nossa profissão e do Grupo PET.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Astrônomos descobrem planeta feito de diamante

LONDRES (Reuters) - Astrônomos localizaram um exótico planeta que parece ser quase todo feito de diamante, girando em torno de uma pequena estrela nos confins da galáxia.

Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio

O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto, e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele é mesmo de diamante.


"A história evolutiva e a incrível densidade desse planeta sugerem que ele é composto de carbono, ou seja, um enorme diamante orbitando uma estrela de nêutrons a cada duas horas, numa órbita tão compacta que caberia dentro do nosso Sol", disse Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne.

A 4.000 anos-luz da Terra, ou cerca   de um oitavo da distância entre o nosso planeta e o centro da Via Láctea, o planeta é provavelmente remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita.

Os pulsares são estrelas de nêutrons, pequenas e mortas, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, girando centenas de vezes por segundo e emitindo feixes de radiação.

No caso do pulsar J1719-1438, seus feixes varrem a Terra regularmente e já foram monitorados por telescópios da Austrália, Grã-Bretanha e Havaí, o que permite aos astrônomos detectar modulações devido à atração gravitacional do seu companheiro planetário, que não é visto diretamente.

As medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso, segundo relato de Bailes e seus colegas na edição de quinta-feira da revista Science.

Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio, que pode ser mais abundante na superfície, tornando-se mais raro na direção do centro, onde há mais carbono.

Sua grande densidade sugere que os elementos mais leves -- hidrogênio e hélio -- que compõem a maior parte de gigantes gasosos, como Júpiter, não estão presentes.

O aspecto desse bizarro mundo de diamante, no entanto, é um mistério.

"Em termos do seu aspecto, não sei nem se eu posso especular", disse Ben Stappers, da Universidade de Manchester. "Não imagino que uma imagem de um objeto muito brilhante seja o que estejamos vendo aqui."

FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/astr%C3%B4nomos-descobrem-planeta-feito-diamante-201450378.html

Pré-Apresentações das Monografias PET Geologia


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

9ª Feira de Cursos e Profissões da UFPR é adiada



A Universidade Federal do Paraná decidiu adiar a 9ª edição da "UFPR: Cursos e Profissões. Uma feira de ideias para seu futuro" para os dias 2, 3 e 4 de setembro, no campus Jardim Botânico da UFPR, em Curitiba.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cadeia de vulcões submarinos é descoberta na Antártida


Foram descobertos 12 vulcões, 7 ativos - Foto: British Antartic Survey

Por Kátia Arima

Um cadeia de vulcões submarinos foi descoberta na Antártida pelo centro de pesquisas British Antartic Survey (BAS). 

Os vulcões estão perto das ilhas Geórgia do  Sul e Sandwich do Sul, territórios britânicos. Alguns vulcões têm 3 mil metros de altitude - quase a dimensão do Monte Fuji, no Japão. Foram descobertos 12 vulcões submarinos, sendo que 7 deles estão ativos. 


Se entrarem em erupção, podem causar tsunamis - mas isso não é tão preocupante, já que não há pessoas que vivem perto da região. Também foram encontradas na área várias crateras, de até cinco quilômetros de diâmetro.

A descoberta interessa não tanto pelo risco que os vulcões podem causar, mas pela vida submarina que eles proporcionam. Os vulcões submarinos ativos são fontes hidrotermais, um habitat que existe em outros planetas como Júpiter. De acordo com os cientistas, as rochas submarinas são um ambiente propício para a vida de peixes e outras vidas marinhas.

Os pesquisadores do BAS afirmam que a descoberta da cadeia de vulcões foi uma surpresa, identificada com um equipamento de mapeamento do solo oceânico.


Fonte