quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Petianos irão à Santos

Desenho feito pela petiana Marcela Mederos Fregatto.

Este ano os petianos irão participar do 46º Congresso Brasileiro de Geologia e 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa, que será realizado entre os dias 30 de setembro e 05 de outubro, na cidade de Santos (SP). Os petianos irão apresentar painéis com os resultados das monografias por eles desenvolvidas como atividade de Iniciação Científica do PET - Geologia UFPR. Também será apresentado um painel com os resultados do Projeto de Extensão "Sala da Terra", intitulado: "Didáticas alternativas de ensino: exemplo do Projeto Sala da Terra: Geociências na educação e no cotidiano da sociedade - Universidade Federal do Paraná". 




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Nasa prepara nova missão a Marte


O objetivo da exploração é definir o tipo de evolução do planeta vermelho


Ilustração do InSight, novo rover da Nasa para missão de 2016. Fonte: NASA/JPL-Caltech

Um novo robô é preparado pela agência espacial dos Estados Unidos, Nasa, para ser lançado a Marte em 2016. O objetivo é verificar se o planeta teve evolução diferente da registrada na Terra. A nova missão se chamará Insight. Será a 12ª do Programa Discovery de exploração do sistema solar.
O robô levará instrumentos destinados a averiguar se o núcleo de Marte é sólido ou líquido e por que o planeta não é dividido em placas tectônicas, as quais formam a parte sólida mais externa de um planeta. Constituídas por rochas e solo estão em constante movimento e podem provocar terremotos e vulcões. Essas informações, segundo os cientistas, ajudarão a entender melhor como os planetas se formaram.
Há duas semanas, o robô Curiosity foi enviado a Marte para verificar se há vida no planeta. O diretor da Nasa, Charles Bolden, disse que a exploração de Marte se tornou uma das prioridades da agência.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Picos de calor mantêm média histórica de fim de inverno no Sudeste


Apesar de serem temperaturas extremas, não são anormais, segundo metereologista do Inmet




O período tem apresentado frequência atípica de frentes frias, abaixo do normal, embora a média dos meses anteriores tenha ficado dentro das variações históricas, informou o meteorologista Olívio Sacramento Neto, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele disse que houve ligeiro aumento das chuvas em agosto nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, e temperaturas dentro da normalidade.
“Nós tínhamos na região a atuação de uma massa de ar seco. Os ventos que sopraram do oceano vieram de forma mais intensa, compensando a baixa penetração das frentes frias”, explicou Sacramento. Segundo ele, o único estado da Região Sudeste com temperaturas atípicas foi São Paulo, que não recebeu influência das correntes de ar marinho.
As temperaturas acima da média ficaram restritas ao período entre os dias 5 e 9 deste mês, período em que os ventos oceânicos se deslocaram para o Norte, atingindo o norte da Bahia e o litoral do Espírito Santo. De acordo com Sacramento, a tendência é ocorrerem poucas chuvas até o início da primavera.
“São valores extremos, mas não são anormais. Já tivemos registros de temperaturas mais elevados nos primeiros dez dias de setembro”, ressaltou a meteorologista Michelle Lima, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Michelle citou medições do Inmetro no Rio de Janeiro que apontaram para a manutenção do tempo quente e seco na região, com umidade relativa do ar entre 25% e 35% no começo deste mês, próximas dos níveis de alerta (20%).
O clima seco, característico do território fluminense entre maio e setembro, aumenta o risco de incêndios e queimadas, alertou a professora Mônica Senna, da Universidade Federal Fluminense. “A região pertence ao domínio da Mata Atlântica, onde aproximadamente 50% das árvores perdem as folhas na estação seca. Somam-se a isso fatores antrópicos [causados pelo homem] e naturais, e temos nesta época do ano uma grande incidência de incêndios florestais.”
O período quente e seco traz riscos para a vegetação nativa, que tem dificuldade para suportar tais pressões. “É difícil separar quanto deste impacto é devido às interferências humanas e quanto é causado pela variabilidade climática. A Mata Atlântica desenvolveu, no decorrer de sua evolução, mecanismos que permitem recuperar seu ponto de equilíbrio. A longo prazo, esse limite pode ser ultrapassado, dependendo do grau de perturbação que o homem provoca no ecossistema”, disse a professora.
A meteorologista Ester Regina Ito, do Grupo de Previsão Climática do Inpe, descartou a possibilidade de grandes variações até o fim do ano. “Não temos a confirmação de qualquer fenômeno no Pacífico. Estamos caminhando para uma possível configuração de El Niño para os próximos meses, mas ela ainda não está concluída. O impacto [do fenômeno] também não é imediato, ocorre com um certo atraso. Aos poucos, as águas estão mais aquecidas e a atmosfera está caminhando para isso”, explicou meteorologista.

Fonte: National Geographic Brasil

Geólogos afirmam que Cristo foi crucificado em 3 de abril de 33 d.C.



N. Currier via LOC


Um grupo de geólogos conduziu uma pesquisa, agora publicada pela revista “International Geology Review”, que concluiu que Jesus Cristo foi crucificado na sexta-feira, 3 de abril do ano 33 DC, baseando-se na atividade sismológica na região do Mar Morto, a 20 quilômetros de Jerusalém. A equipe, liderada pelo pesquisador Jefferson Williams, da Supersonic Geophysical, e composta por membros do Centro de Alemão para Pesquisas de Geociências, estudou amostras do solo de Ein Gedi Spa, relatos textuais, registros geológicos e dados astronômicos para chegar à data mais provável da morte de Cristo.

No capítulo 27 do Evangelho segundo Mateus, é relatado que enquanto Jesus morria na cruz, “a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram”. Os cientistas identificaram sinais de dois tremores nas camadas de sedimentos acumuladas: sabe-se que um deles ocorreu em 31 AC, e que o outro provavelmente ocorreu entre 26 e 36 DC, quando Pôncio Pilatos governava a Judeia e quando aconteceu o relatado em Mateus.

Jefferson Williams disse que há um consenso considerável sobre o dia da crucificação, e que a controvérsia é mais relacionada ao ano em que isso ocorreu. As pistas levantadas por ele e sua equipe foram:

- Os quatro evangelhos e os “Anais” do historiador romano Tácito concordam que a crucificação ocorreu sob Pôncio Pilatos, entre 26 e 36 DC;
- Todos os quatro evangelhos contam que Jesus morreu poucas horas antes do início do sabático judeu (o que ocorre na noite de sexta-feira);
- Os evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) indicam que Jesus morreu antes do anoitecer do 14º dia do Nissan, primeiro mês do calendário religioso judaico – logo antes do início do Sêdar de Pessach (jantar cerimonial);
- O Evangelho de João difere dos sinópticos, ao dizer que a morte de Cristo ocorreu no 15º dia do Nissan.

Segundo os geólogos, essas pistas, analisadas em conjunto com o calendário judaico e as referências astronômicas, apontam a data de 3 de abril de 33 como sendo a mais provável. Outra pista dos evangelhos pode apoiar essa teoria: três dos quatro evangelhos canônicos falam de uma escuridão entre meio-dia e três da tarde no dia seguinte à crucificação – o que pode, segundo Williams, ter sido causada por uma tempestade de areia. O grupo do pesquisador agora está buscando amostras do solo em busca de evidências sobre esse ponto.


Fonte: http://www.geologo.com.br/

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Meu Paraná descobre os mistérios da Rota do Ouro em nosso estado

O Programa Meu Paraná, exibido dia 25, apresentou a História da Era do Ouro em terras paranaenses, mostrando a importância do nosso estado nos primórdios da busca dos portugueses pelo metal precioso no Brasil.



Do litoral para o interior, o avanço dos garimpeiros contribuiu com o desenvolvimento do país, quando a área do Paraná ainda pertencia à Província de São Paulo. A história foi contada pelo geólogo Gil Pierkarz.

Na visita feita à Trilha do Ouro, caminho turístico localizado em Campo Magro, foi apresentado como os primeiros garimpeiros trabalhavam para encontrar ouro nos rios. Em seguida, foi feito um passeio nas ruínas de uma mina, na região de Curitiba, de onde já foi extraido muito ouro em tempos atrás.

Reportagem completa em:
Meu Paraná - Rota do ouro (parte 1)
Meu Paraná - Rota do ouro (parte 2)

Modificado de: http://redeglobo.globo.com/rpctv/noticia/2012/08/meu-parana-descobre-os-misterios-da-rota-do-ouro-em-nosso-estado.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pesquisadores descobrem primeira caverna vulcânica do país no Paraná


Descoberta geológica fica em Palmital, no centro oeste do estado.
Formação semelhante existe apenas no Hawai, segundo especialistas.

Uma equipe formada por geógrafos, geólogos e vulcanólogos da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) descobriu, em Palmital, a 397 quilômetros de Curitiba, a primeira caverna de origem vulcânica do país. "É uma cavidade diferenciada. A gente conhece caverna de calcário, de arenito, mas as cavernas em basalto só quem foi para o exterior para conhecer isso", explicou a professora do Departamento de Geografia da Unicentro Gisele Petrobelli. Segundo ela, estas feições são, na verdade, tubos de lavas preservados e assim como a cavidade encontrada em Palmital, existe apenas no Hawai.  Lembrando que tubos de lavas diferenciados também podem ser encontrados em outras regiões do mundo. "É uma riqueza muito grande no Brasil", avaliou a professora.

A primeira caverna de origem vulcânica do país é chamada de Casa da Pedra (Foto: Miguel Burei/ Arquivo pessoal)

A geógrafa explicou que com esta identificação entende-se de outra maneira o processo geológico do Terceiro Planalto do Paraná. Até então, segundo a professora, pesquisadores acreditavam que na região não houve uma atividade vulcânica mais característica e que agora isso deve ser repensado. "Não se sabe de onde veio a lava, só o caminho que percorreu", acrescentou. Este caminho deu origem aos tubos que estão bem preservados, o que é essencial.

A estimativa, apesar de evidências se perderam no tempo, é de que alguns derrames têm idade superior a 130 milhões de anos. A professora destacou ainda que a descoberta torna-se uma ferramenta a mais na interpretação das atividades vulcânicas que deram origem a paisagem da região. 

O local onde está a caverna ficou conhecido como Casa da Pedra e está dentro de uma fazenda particular na comunidade de Catuana. O Secretário de Meio Ambiente e Turismo de Palmital, Miguel Burei, é sobrinho do dono da fazenda. Ele contou que a área, que tem aproximadamente 300 hectares, era utilizada para o plantio de milho e que agora foi transformada em pasto para criação de gado. “Meu primo criava cabrito lá”, lembrou Burei.
Cavernas ficam em uma propriedade privada (Foto: Miguel Burei/ Arquivo pessoal)
Após a descoberta científica, o proprietário decidiu doar 1% da terra para pesquisa científica e o local foi isolado. Isso porque foram encontradas ossadas que podem ser de animais pré-históricos. Segundo a professora da Unicentro,  quanto mais intensa a atividade vulcânica, maior a formação de canais de lava e ramificações. Na Casa da Pedra, o duto principal possui 37 metros de extensão.
“A gente foi até onde dava para respirar. Eles [os pesquisadores] pediram para ninguém entrar porque pode impactar no material existente. Eles isolaram para não interferir na pesquisa”, contou o secretário.

A intenção é transformar o local em uma unidade de preservação ou em um parque para que sejam desenvolvidos projetos turísticos. A gestão deve ser atribuída a uma Organização não Governamental (ONG), especializada em Meio Ambiente, para que as visitas sejam controladas e qualquer futura ação não degrade o espaço. Os primeiros passos para que a proposta saia do papel já foram dados.
Na quarta-feira (27), houve uma reunião com representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para se discutir a proposta. O secretário municipal está otimista, principalmente após algumas empresas da iniciativa privada demonstrarem interesse no desenvolvimento de ações sustentáveis no local.

Além da Casa da Pedra, existe outra caverna na fazenda que também é de origem vulcânica. Enquanto na primeira há um duto, na segunda existem quatro. Na verdade se trata de um sistema de tubos de lava, chamado de Peraú Branco.

Existe a possibilidade de as ossadas encontradas nas cavernas serem pré-históricas (Foto: Miguel Burei/ Arquivo pessoal)




O interesse dos pesquisadores

O local despertou a curiosidade pesquisadores quando Burei publicou as fotos em redes sociais, na internet. Professores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo foram até o local para reconhecer a origem geológica até então desconhecida no Brasil.

Em alguns trechos da Caverna percebeu-se que o chão é oco, o que segundo especialistas, indica que deve haver outros dutos embaixo da Casa da Pedra. Para ele, pelas características da região podem haver outras raridades escondidas no Terceiro Planalto paranaense.



A segunda caverna descoberta chama-se Peráu Branco e fica na comunidade da Prata (Foto: Miguel Burei/ Arquivo pessoal).Fonte: http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/06/pesquisadores-descobrem-primeira-caverna-vulcanica-do-pais-no-parana.html



Uma nova era do petróleo está a caminho


O pesquisador de Harvard Leonardo Maugeri faz previsões audaciosas e contraria a teoria de que a era do combustível fóssil está próxima do fim


A nova era do petróleo: descobertas e avanços tecnológicos abrem espaço para expansão da oferta (Viktor Veres/AFP)

Um estudo recém-publicado sobre o volume das reservas de petróleo – e as novas descobertas no mar, nas rochas e nas areias – está causando alvoroço no mundo acadêmico. Intitulada “Petróleo: A nova Revolução”, a pesquisa feita pelo pesquisador italiano Leonardo Maugeri afirma categoricamente que não só o fim da era do petróleo está longe, como o aumento da capacidade de produção alcançará quase 20% nos próximos oito anos – uma taxa de crescimento que não se vê desde a década de 1980. Isso significa, nas contas do pesquisador, que o mundo poderá produzir 110,7 milhões de barris de petróleo por dia em 2020. Maugeri redigiu o relatório durante o ano sabático que tirou para estudar na Universidade de Harvard. Até então, o italiano era um dos altos executivos da petrolífera ENI, a maior empresa do setor em seu país. “Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, a capacidade de fornecimento de petróleo está crescendo mundialmente a níveis sem precedentes, e que poderão até superar o consumo”, diz em seu estudo.

A argumentação de Maugeri é calcada em dois pontos que se interligam. O primeiro é a descoberta de novas reservas no mundo ocidental – não apenas de petróleo convencional, como é o caso do encontrado na camada pré-sal brasileira, mas também de jazidas de gás da rocha xisto, nos Estados Unidos, e as areias betuminosas do Canadá. Todas elas são novas formas de petróleo encontradas na natureza – e que diferem do líquido negro e pastoso jorrando da terra. Tais reservas correspondem às chamadas fontes não convencionais do combustível fóssil, que exigem avançados processos tecnológicos e químicos para sua extração. Isso leva ao segundo ponto defendido pelo pesquisador: de que o surgimento de fontes não-convencionais fará com que o Ocidente transforme-se no novo “centro de gravidade” da produção e exploração de petróleo global, diminuindo a dependência da oferta proveniente do Oriente Médio. Segundo o pesquisador, estima-se que haja no planeta 9 trilhões de barris de combustível fóssil não-convencional. O mundo tem capacidade para produzir, atualmente, 93 milhões de barris por dia – ou 34 bilhões de barris/ano.
Maugeri não sugere que o Iraque ou a Arábia Saudita terão queda em sua capacidade de produção. Muito pelo contrário. As perspectivas para ambos os países são de um acréscimo de 6 milhões de barris/dia de petróleo até 2020. Contudo, graças ao avanço da oferta no Ocidente, ele argumenta que mundo ficará menos sujeito à volatilidade de preço do barril trazida por questões geopolíticas que afetam os países árabes. “Isso fará com que a Ásia seja o mercado de referência para o petróleo árabe e a China se transforme em nova protagonista nas questões políticas da região”, afirma o pesquisador. Para os Estados Unidos, Maugeri estima que a capacidade de produção passe, dentro de oito anos, dos atuais 8,1 milhões de barris/dia para 11,6 milhões de barris/dia. Em outras palavras, o país deve desbancar a Rússia e se tornar o segundo maior produtor de petróleo – os sauditas seguirão na liderança. No caso do Brasil, Maugeri prevê que a capacidade de produção deverá sair de 2 milhões de barris/dia para 4,5 milhões de barris/dia em 2020 devido à exploração do pré-sal. 
Avanços tecnológicos – O estudo do pesquisador italiano foi taxado de otimista por parte da comunidade acadêmica. A principal crítica de estudiosos está no fato de Maugeri ter minimizado os riscos e os desafios de investimento nos avanços tecnológicos necessários para extrair petróleo de fontes não convencionais. “Quando se exige uma tecnologia muito mais avançada, que envolve altos custos ambientais, esbarra-se na questão do preço. Quanto os investidores estarão dispostos a investir nesse tipo de empreitada e quanto os consumidores estarão dispostos a pagar por esse combustível? Esse tipo de resposta é imprevisível, por enquanto”, afirma Peter Kiernan, da Economist Intelligence Unit (EIU).
Maugeri, contudo, fez a conta. Segundo ele, mesmo com um barril de petróleo cotado a 70 dólares – hoje o contrato para agosto do produto sai por 87,10 dólares o barril nos EUA e 102,40 dólares por barril no mercado europeu –, a extração de toda essa nova capacidade será lucrativa. Isso levaria a commodity a um novo patamar de preço que, segundo o pesquisador, poderá transformá-la em alternativa energética mais barata. “É preciso pensar que o petróleo ‘fácil e barato’ de hoje não era tão fácil e barato quando foi descoberto”, diz ele. O estudo que publicou em Harvard aponta que 2012 não encontra precedentes em aportes de recursos no desenvolvimento de novas tecnologias de extração e produção. Até o final do ano, serão 600 bilhões de dólares em investimentos – um recorde que deverá implicar melhora de eficiência nos próximos anos.
Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também cita o gás de xisto nos Estados Unidos como exemplo do que está por vir. Há dez anos, o uso deste produto como fonte de energia era praticamente inexistente no país e hoje representa mais de 23% da oferta de combustível. “Muitos acreditam que poderá até mesmo haver uma superoferta de gás em 2017”, explica Pires. Na edição desta semana, a revista britânica Economist discorre sobre o gás natural (em especial, o de xisto nos EUA) em 14 páginas de reportagem. O estado de Dakota do Norte, onde está localizada a reserva de Bakken, a maior fonte americana de gás, é considerado o eldorado do emprego no país.
Foto: Getty_Fotobank
A teoria do fim – O mundo do petróleo é dividido em dois grupos teóricos – com poucos adeptos ao meio termo. Numa ponta da discussão estão os adeptos da teoria do “pico do petróleo”, que prevê o fim do mineral devido à explosão do consumo e ao esgotamento das reservas. Tadeusz Patzek, professor e engenheiro de petróleo da Universidade do Texas, em Austin, é um de seus defensores mais fervorosos. “Há um aumento de fontes de combustível, mas há um aumento muito maior da demanda, sobretudo em mercados emergentes como China e Índia. Por outro lado, grandes exportadores, como países do Oriente Médio, continuam produzindo, mas exportam menos. E isso ocorre porque estão consumindo o petróleo que produzem. Como é possível falar em aumento de oferta se as exportações não irão aumentar”, questiona. Para Patzek, o petróleo não irá acabar, mas a oferta não crescerá no mesmo ritmo que a demanda. Sobre isso, o ex-ministro de Energia da Arábia Saudita dos anos 1970, o Sheik Ahmed Zaki Yamani, tem uma frase histórica repetida à exaustão do Texas a Bagdá. “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra, e a Idade do Petróleo irá acabar muito antes que o mundo fique sem petróleo”.
A escola alternativa, que tem no premiado Daniel Yergin – autor do livro vencedor do Pulitzer, 'O Prêmio' – um de seus maiores expoentes, acredita na evolução tecnológica como caminho para explorar as reservas existentes e descobrir formas alternativas de combustível. A teoria do fim do petróleo é, para eles, infundada. “Crises energéticas já foram anunciadas inúmeras vezes, assim como a morte do petróleo. Até agora, nada disso aconteceu. Mas o discurso fatalista persiste mesmo entre especialistas no assunto. Ignoram-se as conquistas que a tecnologia já proporcionou e ainda vai proporcionar futuramente”, disse Yergin em entrevista a VEJA, em 2007. Ele lembrou que os investimentos em novas tecnologias permitiram que os Estados Unidos dobrassem sua produção de energia desde a década de 70. “Por que não a dobrariam nos próximos trinta anos?”. Os cálculos de Maugeri mostram que, cinco anos após esta entrevista, Yergin e a linha de pensamento em que se enquadra estão vencendo o debate na academia. 
Um lugar para os “verdes” – O peso das previsões alarmistas sobre o fim da era do petróleo tende, portanto, a perder força. Mas é verdade também que toda a gama de fontes renováveis de energia – vistas como um contraponto ao uso de combustíveis fósseis – terá seu lugar garantido no futuro. Os ambientalistas podem até exercer pressão pela prevalência dos combustíveis “verdes”, mas a continuidade dos investimentos no segmento está assegurada por uma combinação de fatores sociais, econômicos e geopolíticos.
As sociedades atuais, nos mais diversos países, são mais empenhadas em cobrar responsabilidade ambiental de governos e empresas. Neste sentido, grandes tragédias representam pontos de inflexão. O acidente da plataforma da BP no Golfo do México, em 2010, gerou, por exemplo, uma mobilização antipetróleo nos Estados Unidos que tornou a operação de extração em águas profundas muito mais cara. “Os acidentes são poucos. Mas, quando acontecem, são dramáticos. E isso cria uma pressão social que tem impacto direto no preço da exploração”, diz Kiernan, da EIU. Em resumo, a cobrança por tecnologias seguras de exploração implica custos para as grandes empresas – e estes podem ser bem altos – que podem tornar interessantes investimentos em biocombustíveis, energia eólica, etc. 
Matriz diversificada – O fator mais relevante, contudo, chama-se legislação. Governos de diversas nações tanto podem, por força de lei, inibir determinados tipos de exploração quanto viabilizar fontes renováveis. Os líderes dos países o fazem provavelmente menos em resposta aos anseios da população e mais por puro planejamento estratégico. Afinal, todos se preocupam em garantir uma oferta farta de energia por décadas e décadas porque não é possível correr o risco de limitar o crescimento econômico por sua escassez. É demasiadamente arriscado confiar em poucas fontes quando se quer ter um futuro seguro. Além disso, os governos não querem ficar dependentes e vulneráveis às instabilidades de países produtores – muitos dos quais são até hoje ditaduras. Autossuficiência é, portanto, mais que mero capricho. Para Adriano Pires, este cenário deverá equilibrar avanços tecnológicos, preservação ambiental e busca por novas fontes de energia para complementar a oferta mundial. “Eu vejo a matriz energética do mundo muito mais diversificada daqui para frente, mas ainda com uma participação grande recaindo sobre o petróleo e o gás”, diz o especialista.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Metais das medalhas olímpicas sairão de duas minas da Rio Tinto

Medalhas Olímpicas oficiais apresentadas em Londres 2012

A Rio Tinto informou que os metais para a confecção das 4,7 mil medalhas a serem entregues nas competições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres-2012 virão de suas minas Kennecott Utah, nos EUA, e Oyu Tolgoi, na Mongólia – a produção comercial nesta última só começará em 2013. 


A Rio Tinto destacou seu comprometimento em fazer as medalhas de forma sustentável, tendo impacto zero nas fontes de água nos arredores das minas, além de reduzir emissõs de poluentes, diminuir a produção de resíduos e melhorar a qualidade do ar.


Fonte: http://www.geologo.com.br/geocontos.asp

Novo planeta composto por água é descoberto fora do sistema solar


Há 40 anos-luz, GJ1214b já é considerado uma Superterra, com quase três vezes o tamanho do nosso planeta


Concepção artística do exoplaneta GJ1214b  Foto:Nasa / ESA / D.Aguilar 




O exoplaneta GJ1214b já estava sendo observado por um time internacional de astrônomos desde 2009, embora ainda não havia sido anunciado.
Localizado em nosso sistema solar, há 40 anos-luz, o planeta é considerado uma Superterra, com quase três vezes o tamanho do nosso planeta e sete vezes o seu peso.
A temperatura de GJ1214b é de 230 graus célsius e tem um ciclo orbital de 38 horas, rodando ao redor de uma estrela vermelha anã.
Para encontrar o “novo planeta”, os cientistas contaram com a ajuda do telescópio Hubble, conseguindo assim calcular a sua densidade a partir de sua massa e de seu tamanho, comprovando que ele tem mais água do que rochas em sua superfície.
Há três tipos de planetas conhecidos, os rochoso, como Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte; os gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno; e os gigantes de gelo, como Urano e Netuno.