quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fúria Solar



Previsão do clima espacial para os próximos anos: intensa atividade do Sol, com catastróficos apagões na Terra. Estamos preparados para isso?


Em 1º de setembro de 1859, uma quinta-feira, Richard Carrington, um cervejeiro e astrônomo amador então com 33 anos, subiu os degraus que levavam a seu observatório particular perto de Londres, abriu a fresta na abóboda e, como costumava fazer em manhãs ensolaradas, ajustou o telescópio para que projetasse em uma tela uma imagem do Sol medindo 28 centímetros. Em seguida, passou a delinear as manchas solares em uma folha de papel; de repente, diante de seus olhos, “duas áreas de luminosidade brilhante e esbranquiçada” surgiram em meio a um grupo de manchas. No mesmo instante, a agulha do magnetógrafo que pendia de um fio de seda no Observatório Kew, em Londres, começou a se mover com rapidez. E, no dia seguinte, antes do amanhecer, auroras de tons vermelhos, verdes e roxos iluminaram os céus em regiões tão meridionais quanto o Havaí e o Panamá. Gente que estava acampada nas Montanhas Rochosas, confundindo a aurora com o início do dia, se levantou e começou a preparar o café da manhã.
A fulguração observada por Carrington anunciava uma gigantesca tempestade solar – uma enorme explosão eletromagnética que arremessou bilhões de toneladas de partículas carregadas de eletricidade em direção à Terra. Quando essa onda invisível se chocou com o campo magnético de nosso planeta, ela provocou um súbito aumento nas correntes elétricas das linhas de telegrafia. O impacto interrompeu o serviço em vários postos, mas em outros locais os telegrafistas constataram que podiam desligar as baterias e retomar as operações usando apenas a eletricidade geomagnética. “Estamos funcionando só com a corrente fornecida pela aurora boreal”, comunicou-se um telegrafista de Boston com outro, em Portland, no estado do Maine. “Como você está recebendo a minha mensagem?”
“Bem melhor do que com as baterias ligadas”, veio a resposta de Portland.

A agitação fervilhante na atmosfera do Sol é captada em radiação ultravioleta extrema pelo satélite Observatório da Dinâmica Solar, lançado pela Nasa em 2010 para melhorar nosso conhecimento da atividade no Sol e de seu impacto sobre a Terra. Nesta imagem colorizada (cada cor representa um comprimento distinto de onda luminosa), arcos coronais brilhantes se formam entre regiões de forte atividade magnética, ao passo que filamentos mais frios e escuros pairam em suspensão no campo magnético solar. Foto: NASA SOLAR DYNAMICS OBSERVATORY (SDO)

Os operadores dos atuais sistemas de comunicação e redes de eletricidade não ficariam assim tão calmos. Como, desde 1859, não houve nenhuma outra megatempestade solar com a mesma intensidade, é difícil calcular o impacto que um evento similar teria em nosso mundo interconectado. Mas dá para fazer uma ideia do apagão ocorrido em Québec em 13 de maio de 1989, quando uma tempestade no Sol um terço mais fraca do que a observada por Carrington provocou, em menos de dois minutos, o desligamento da rede que fornecia eletricidade a mais de 6 milhões de pessoas. Uma tempestade como a de Carrington poderia queimar mais transformadores do que há no estoque das companhias de eletricidade, deixando milhões de pessoas sem luz, água potável, ar-condicionado, combustível, telefones ou alimentos e remédios perecíveis durante os meses que seriam necessários para fabricar e instalar transformadores novos. Segundo um recente relatório da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos, uma tempestade solar dessa magnitude acarretaria o mesmo prejuízo ocasionado por 20 furacões do tipo do Katrina, ou seja, algo entre 1 trilhão e 2 trilhões de dólares apenas no primeiro ano.
Uma aurora paira sobre a ponte Sommarøy, na ilhaKvaløy, no norte da Noruega, em uma semana de atividade solar intensa. As auroras são causadas pelo impacto de partículas carregadas nos gases da atmosfera. Mais comuns perto dos polos, as auroras também ocorremem latitudes mais baixas durante tempestades solares fortes.
“Nossas previsões sobre o Sol não vão além de poucos dias”, lamenta Karel Schrijver, do Laboratório Solar e Astrofísico da empresa Lockheed Martin, em Palo Alto, na Califórnia. Com a expectativa de que neste ano tenha início o período de máxima atividade solar, os centros de acompanhamento do clima espacial estão atentos. “Tentamos entender como as condições no espaço afetam nossa sociedade”, diz Schrijver.
“Em termos éticos, a coisa certa a fazer quando se identifica uma ameaça dessa magnitude é criar as condições para que estejamos preparados. É como no caso dos terremotos em San Francisco. Do contrário, as consequências são intoleráveis.”
Poucas coisas parecem tão familiares quanto o Sol – sempre o reencontramos no céu, desde que não esteja encoberto – e, porém, poucas coisas se comparam a ele em estranheza. Basta que o observemos através de um telescópio solar, e seu corriqueiro disco amarelo vira uma assombrosa e dinâmica superfície, na qual proeminências tão grandes quanto planetas se projetam no espaço negro, como águas-vivas fosforescentes, e se curvam e se retraem horas ou dias depois, como se arrastadas por uma força invisível.
Arcos de plasma grandes o suficiente para incluir muitas Terras são captados de perfil na beirada do Sol enquanto uma proeminência ondulante acima dos arcos arremessa ao espaço partículas solares carregadas. Os cientistas monitoram as ondas sonoras emitidas pelo Sol a fim de identificar a atividade local antes que irrompa na superfície.
De fato, é isso o que ocorre. Nem sólido nem líquido nem gasoso, o Sol é constituído de plasma, o “quarto estado da matéria”, que se forma quando os átomos se desintegram e restam apenas prótons e elétrons livres. Todas essas partículas carregadas fazem do plasma solar um excelente condutor de eletricidade – bem mais que um fio de cobre. E o Sol também está repleto de campos magnéticos. A maioria deles fica no interior da imensa circunferência da estrela, mas alguns condutos magnéticos, tão largos quanto a Terra, emergem na superfície sob a forma de manchas solares. É esse magnetismo que coreografa a dança coleante na atmosfera do Sol e impele o vento solar, lançando no espaço a cada segundo 1 milhão de toneladas de plasma, a uma velocidade de 700 quilômetros por segundo.
Uma fulguração solar de categoria X, a mais forte, sobrecarrega um sensor do Observatório da Dinâmica Solar. Com o auge do atual ciclo do Sol previsto para 2013, outras fulgurações e ejeções coronais de massa (CMEs) podem atingir a Terra. O impacto direto deuma CME muito forte poderia desligar as linhas de transmissão elétrica.
Por trás de toda essa atividade está a fascinante complexidade do funcionamento de uma estrela que nada tem de excepcional. No núcleo do Sol – um esferoide de plasma, com temperatura de 15 milhões de graus e seis vezes mais denso que o ouro – ocorre a fusão de 700 milhões de toneladas de prótons em núcleos de hélio a cada segundo, e nesse processo é liberada uma energia equivalente à explosão de 10 bilhões de bombas de hidrogênio. O núcleo pulsa com suavidade, expandindo-se quando aumenta e se contraindo quando diminui o ritmo da fusão. Superpostos a essa pulsação lenta e profunda, há uma miríade de ritmos, desde um ciclo de 11 anos nas manchas solares até outros que duram séculos.

Descoberta na Groenlândia a maior cratera da Terra provocada por asteroide há 3 bilhões de anos


Uma cratera com 100 quilômetros de largura foi encontrada na Groenlândia, resultado de um impacto de asteroide maciço há bilhões de anos.A cratera mais antiga conhecida pela ciência, antes dessa nova descoberta, data de 2 bilhões de anos. A chance de encontrar outra cratera ainda mais antiga era considerada relativamente baixa.

Agora, uma equipe de cientistas do Geological Survey of Denmark and Greenlan (GEUS) em Copenhagen associada com a Cardiff University, Lund University na Suécia e o Institute of Planetary Science em Moscou, Rússia, contrariou completamente as expectativas que diziam ser improvável encontrar uma cratera ainda maior e mais antiga.

As crateras que vemos sobre a Lua são resultados de impactos com asteroides e cometas há 4 bilhões de anos, em média. A Terra primitiva, com sua massa gravitacional muito maior que a atual, deve ter experimentado colisões catastróficas.

Na sequência de um programa detalhado de campo, financiado pela GEUS, a equipe descobriu os restos de um gigantesco impacto há 3 bilhões de anos, perto da região de Maniitsoq, oeste da Groenlândia.


           


Localização da cratera em Maniitsoq, Groenlândia. Foto: Reprodução/GEUS

Esta única descoberta significa que podemos estudar os efeitos da deformação de crateras na Terra há 1 bilhão de anos antes do que imaginávamos”, segundo o Dr. Iain McDonald, da Cardiff University, em declaração ao portal DailyMail.

É possível que o asteroide tenha atingido o mar porque as rochas preservadas foram intensamente alteradas pela circulação de fluidos quentes. Estes fluidos foram, provavelmente, derivados da água do mar que teria sido capaz de penetrar profundamente na crosta terrestre através de fissuras e zonas de esmagamento provocadas pelo impacto.

Boris A. Ivanov do Instituto de Ciências Planetárias na Rússia realizou uma série de cálculos provisórios que sugerem que o asteroide possuía 30 quilômetros de diâmetro.

Se um impacto como esse ocorresse hoje na Terra, as consequências poderiam levar à morte de um grande número de espécies, incluindo o homem, boa parte das plantas e animais de pequeno, médio e grande porte.
Há 3 bilhões de anos não havia muita vida para extinguir, mas os cientistas estão estudando para entender os efeitos globais do impacto, como tsunamis gigantescas.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Astronômos preveem colisão de Via Láctea com galáxia vizinha


Astrônomos estão usando o telescópio espacial Hubble para determinar quando a Via Láctea irá colidir com Andrômeda, sua galáxia vizinha.

"Ilustração mostra como seria o céu dentro de 3,75 bilhões de anos; Andrômeda (à esq.) preenche a vista e começa a distorcer a posição da nossa Via Láctea"
As duas galáxias estão se aproximando devido à gravidade que exercem uma sobre a outra. Cientistas acreditam que elas começarão a se fundir dentro de 4 bilhões de anos.

E dentro de outros 2 bilhões de anos elas deverão ser uma única entidade.
Quando isso ocorrer, a posição do nosso sol será abalada, mas tanto o astro como os planetas que orbitam em torno dele enfrentam pouco risco de serem destruídos.
Por outro lado, o céu noturno visto da Terra deverá ter uma aparência espetacular. Partindo do princípio, é claro, de que a espécie humana ainda estará presente dentro de bilhões de anos para poder olhar para cima.
''Hoje em dia, a galáxia de Andrômeda se apresenta para nós no céu como um pequeno objeto difuso que foi visto pela primeira vez por astrônomos há mil anos'', afirma Roeland van der Marel, o pesquisador sênior do Space Telescope Science Institute, de Baltimore, nos Estados Unidos.

Fusão de galáxias


" Em 4 bilhões de anos, Andrômeda se esticará de forma impecável e a Via Láctea se deformará "

As duas galáxias estão separadas por uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, mas estão convergindo a uma velocidade de aproximadamente 400 mil quilômetros por hora.
" Em 4 bilhões de anos, Andrômeda se esticará de forma impecável e a Via Láctea se deformará "
"Poucas coisas fascinam os seres humanos mais do que o nosso destino cósmico e qual será o nosso futuro. O fato de que podemos prever que esse pequeno objeto difuso um dia irá engolir e encobrir o nosso sol e o nosso sistema solar é uma descoberta verdadeiramente notável e fascinante'', diz van der Marel.
Isso é possível porque o observatório mediu em detalhes mais precisos do que nunca os movimentos de determinadas regiões de Andrômeda, que também é conhecia por seu nome científico M31.
''É necessário saber não apenas como Andrômeda está se movendo em nossa direção, mas também seus motivos laterais, porque isso vai determinar se Andrômeda irá passar a uma boa distância de nós ou se ela virá direto em nosso encontro'', explica van der Marel.
''Astrônomos tentam há séculos medir o movimento lateral. Mas isso sempre falhou porque as técnicas disponíveis não eram suficientes para realizar a medição. Pela primeira vez, fomos capazes de medir o movimento lateral - conhecido na astronomia como movimento apropriado - da Galáxia de Andrômeda, usando as capacidades de observação únicas oferecidas pelo telescópio espacial Hubble.''
Simulações de computador baseadas nas informações do Hubble indicam que as duas grandes massas de estrelas irão eventualmente se moldar em uma única galáxia elíptica similar a outras vistas costumeiramente no universo.

Mudança de localização


O abalo gravitacional deverá, no entanto, mudar a localização do sistema solar, acreditam os pesquisadores.

É provável que a fusão provoque uma vigorosa fase de formação de novas estrelas e que nuvens de gás serão abaladas e passem a colidir umas com as outras.
Pelo que os cientistas observaram até aqui, é bem possível que a pequena companheira de Andrômeda, a galáxia de Triangulum, ou M33, também entre na "briga".

FONTE: BBC - Brasil 
Adaptado - BBC Brasil. . Para acesso da Notícia na íntegra, Acesse o link.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alta do ouro reativa produção em minas históricas brasileiras

Maior produtor mundial de ouro entre 1700 e 1850, o Brasil está recebendo investimentos bilionários para voltar à lista dos principais exploradores do minério.

Paralelamente, o governo está intensificando o combate ao garimpo ilegal de ouro na Amazônia, foco de atritos em regiões de fronteira, num esforço que também visa formalizar o setor para tirar proveito dos altos preços do minério.
Hoje na 11ª posição do ranking dos produtores, segundo o Serviço Geológico Americano (USGS), o país pode subir ao 7º posto caso os planos do governo de dobrar a extração de ouro até 2017 se concretizem. Para cumprir a meta, espera-se que o setor receba US$ 2,4 bilhões em investimentos entre 2011 e 2015.


"Brasil está recebendo investimentos bilionários para voltar à lista dos principais exploradores de ouro."

A meta do governo, expressa no último Plano Nacional de Mineração, se sustenta nos preços do minério, que dobraram desde o início da crise econômica mundial, em 2008.
Considerado um investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas, o ouro valia cerca de US$ 800 a onça (31 gramas) no fim de 2007. Hoje está cotado em US$ 1.600. A valorização tornou rentáveis minas com baixo teor de ouro e outras já exploradas, antes tidas como esgotadas.
Entre as minas que serão reabertas está a de Serra Pelada, no sudeste do Pará. A mina atraiu milhares de migrantes nos anos 80 e fechou em 1992, em meio ao declínio da produção. Celebrizada pelas fotografias do "formigueiro humano" que abrigava, foi considerada o maior garimpo a céu aberto do mundo.Outras minas que serão reabertas estão a de Riacho dos Machados, em Minas Gerais, e a de Pilar de Goiás.
Em 2011, segundo o USGS, o Brasil produziu 65 toneladas de ouro. A maior produtora mundial é a China, com 345 toneladas. Na América Latina, a produção brasileira é superada apenas pela do Peru, com 170 toneladas.

Incremento
Responsável por 26 das 65 toneladas de ouro extraídas anualmente no Brasil (17% do total), a mineradora canadense Yamana espera aumentar em 11 toneladas (40%) sua produção até 2014. O incremento virá de três novas minas na Bahia, Mato Grosso e Goiás.

Formatos Alternativos
Com o início da operação da última delas, em Pilar de Goiás, a exploração do minério será retomada num município fundado em 1741, durante a primeira corrida ao ouro no Brasil.
Desta vez, porém, a mina será explorada com alta tecnologia, em túneis subterrâneos que ultrapassam 5 quilômetros de extensão.
Segundo a Yamana, a mina terá porte médio, com produção média de 3,7 toneladas de ouro ao ano. Estima-se que cada tonelada de rocha na mina contenha 2 gramas de ouro. O metal será extraído por explosivos e separado por um longo processo de refino.
O comerciante Delfim José de Amorim conta que se assustou com o "inchaço" na cidade. "Nos pegaram com as calças na mão", diz à BBC Brasil.
Segundo ele, os moradores terão de ser qualificados pela empresa para poder pleitear os empregos na mina – a Yamana diz ter como meta usar ao menos 75% de mão de obra local em seus empreendimentos.
"Não estamos preparados para enfrentar o progresso", diz o comerciante. Mas mesmo que não consigam empregos na mina, afirma Amorim, os habitantes de Pilar esperam que a cidade se beneficie dos impostos a serem arrecadados com a atividade.
Conforme os critérios atuais para a divisão desses impostos, conhecidos como royalties, 0,65% do faturamento com a venda de ouro numa mina fica com o município produtor – a União abocanha 0,12%, e o Estado produtor, 0,23%.
O governo pretende levar ao Congresso, porém, proposta para elevar a cobrança de royalties para o ouro e outros minérios.


"Ouro é considerado investimento seguro em tempos de instabilidade nas bolsas e forte oscilação de moedas."

No entanto, as mineradoras afirmam que alterações podem frustrar os planos do governo de aumentar a produção. "Faz-se investimento com base no que está estabelecido. Mudanças nas regras do jogo sempre preocupam", afirma Portugal, da Yamana.
A falta de mão de obra capacitada é outro entrave ao incremento da produção, ele diz, ecoando o relato de Amorim. "Custa muito investir na formação, e não estamos conseguindo suprir a demanda. É difícil levar um profissional para uma área remota se ele tiver oportunidade de trabalho em Belo Horizonte, São Paulo ou Vitória."

FONTE: BBC - Brasil 
Adaptado - BBC Brasil. Para acesso da Notícia na íntegra, Acesse o link.

domingo, 20 de maio de 2012

Tremor de Terra em Montes Claros - MG

Abalos sísmicos assustaram a população de Montes Claros, no Norte de Minas, no final da manhã  do dia 19 de maio de 2012.
 
De acordo com o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, a intensidade pode ter ficado entre 3,6 e 4 graus na escala Richter.

Ainda segundo Barros, universidade ainda não teve acesso a medição precisa da intensidade porque houve uma interrupção na recepção dos dados uma hora antes do tremor. A UNB informou que está analisando a possibilidade dos dados estarem em outras estações.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o tremor foi sentido às 10h50 e durou cerca de 3 segundos. Ainda segundo a corporação, alguns imóveis sofreram rachaduras e a Defesa Civil está ajudando nas vistorias.



Fonte: MGTV - por YouTube

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Câmara estuda como aproveitar potencial brasileiro de terras-raras

Conselho de Altos Estudos avalia a quantidade de reservas de terras-raras no Brasil e necessidade de investimentos para a exploração desses minerais.
Um dos gargalos que pode inviabilizar o aumento da participação brasileira no mercado de alta tecnologia é a escassez de matéria-prima. Atualmente a China detém cerca de 90% do comércio mundial de terras-raras – minérios usados na produção de bens com alto valor agregado, que vão desde vidros de tablets até ligas metálicas utilizadas em supercondutores, geradores eólicos, computadores, mísseis e aviões.

A dependência da produção chinesa levou a deputada Teresa Surita (PMDB-RR) a sugerir a análise do tema pelo Conselho de Altos Estudos da Câmara. "Não tem sentido autorizarmos a instalação de fábricas de tablets com isenções fiscais na Amazônia e continuarmos comprando insumos [terras-raras] da China", disse a deputada. Segundo a consultoria McKinsey, o mercado mundial de terras-raras movimentou US$ 11 bilhões em 2011.

Esses minérios integram um grupo de 17 elementos químicos (veja infográfico) e são considerados estratégicos por possuírem inúmeras aplicações na indústria. Em várias regiões do Brasil há uma grande quantidade de elementos de terras-raras a ser explorada, principalmente em Araxá (MG) e em Pitinga (AM). Entretanto, a falta de investimentos em pesquisa e tecnologia torna difícil a conversão dos recursos existentes em reservas minerais com viabilidade de econômica.

  Monopólio chinês
"A China já produz conhecimento sobre a exploração de terras-raras há mais de 30 anos", afirma o consultor de Recursos Minerais da Câmara Paulo César Lima. "Hoje, os chineses detém tecnologia e mão de obra a custos bastante baixos, o que faz com que eles não tenham a mínima intenção de vender terras-raras, mas queiram sim atrair empresas com interesse em desenvolver produtos a partir desses minérios." Desde 2009, o governo chinês decidiu limitar em cerca de 30% a exportação de elementos de terras-raras para o resto do mundo.

Reféns da oferta chinesa, países como EUA, Canadá, África do Sul e Austrália passaram a investir em estratégias para garantir o acesso a terras-raras em seus territórios. No Brasil, a ideia é concluir até 2014 o mapeamento de novas áreas iniciado em janeiro deste ano. Paralelamente, o Conselho de Altos Estudos da Câmara analisa possíveis mudanças na legislação para alavancar investimentos no setor.


Continue lendo em: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/CIENCIA-E-TECNOLOGIA/416860-CAMARA-ESTUDA-COMO-APROVEITAR-POTENCIAL-BRASILEIRO-DE-TERRAS-RARAS.html

 

Fonte: http://www2.camara.gov.br/

EDITAL 02/2012 - PROJETO PEDRA SOBRE PEDRA


 PET Geologia - Processo Seletivo 2012
EDITAL 02/2012 - PROJETO PEDRA SOBRE PEDRA


quarta-feira, 25 de abril de 2012

PET Geologia - Processo Seletivo 2012EDITAL - PROJETO PEDRA SOBRE PEDRAEdital 1 pedra sobre pedra
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Empresa lança projeto para fazer mineração em asteroides


"Um time de bilionários norte-americanos apresentou planos para iniciar a era da mineração espacial, explorando água e metais de asteroides."

...
"A empresa fala em prospecção mineral no espaço em um prazo de cinco a 10 anos - a prospecção é a etapa que antecede a mineração, consistindo na identificação dos depósitos minerais e na verificação de sua viabilidade econômica."
...
"O "mineral" de interesse mais imediato é a água, que poderia ser eletrolisada usando energia solar para criar oxigênio e hidrogênio - combustíveis para as etapas seguintes da mineração e da exploração espacial em geral. Finalmente, uma vez encontrados, seriam explorados outros minerais, embora a empresa não tenha ainda planos precisos de como extrair ouro e platina, ou qualquer outro metal de um asteroide, e trazer tudo para a Terra."

Matéria completa em: Inovação Tecnológica

Observatório Nacional desenvolve aparelho para detectar minerais


"Pesquisadores do Observatório Nacional desenvolveram toda a tecnologia para fabricação de um magnetômetro para prospecção mineral.

Destinado a fazer prospecção geofísica, o instrumento ajuda a localizar minérios e petróleo por meio da medição do campo magnético da Terra em locais previamente determinados como mineralmente promissores.

Os minerais podem ser encontrados por magnetômetros devido à influência que os elementos preponderantes nas rochas exercem sobre o fluxo magnético na região."

Tecnologia nacional!
Para maiores informações acesse: Inovação Tecnológica